domingo, 6 de fevereiro de 2011

Um lugar chamado Solidão

Estive andando por lugares diferentes, bem longe daqui. Não tinha ninguem a minha volta, vazio. E quando volto pra esse planeta, ainda sim parece que não sai de lá. Tem muitos falando ao mesmo tempo, é, tem muitos, mas não tem ninguem. Nesse momento estou pensando em algo que estou sentindo, mas parece que tudo dentro de mim esta nestesiado. Não sinto mais nada, a não ser a dor de não estar sentindo eu mesma. Essa semana eu estava conversando com uma amiga e ela se mostrou triste e eu a perguntei o que tinha acontecido. Foram com essas mesmas palavras que ela me respondeu:" amiga, ja faz 9 dias em que estou presa em um lugar e não consigo sair." Fui pra casa emcabulada. Passei uma noite inteira pensando que raio de lugar seria esse. As 3:48 da manhã, Eureca! No dia seguinte fui ate a casa dela e mais palavras eu disse:"solidão né amiga?" ela:"é, solidão."  Então isso refletiu muito sobre mim e o que eu estava passando. Estava na cara e não tinha pane, ela estava num lugar chamado solidão a 9 dias. É assim mesmo, foi o que eu pensei. Tem pessoas que ficam dias, semanas e até meses. Eu moro lá, faz 4 anos. Mas quer saber? Tudo bem. Só dói quando eu respiro.

Débora Ranieri-

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Memórias de dezembro

Faz tempo, aliás muito tempo. Apesar de ter perdido a memória no meio do caminho, hoje acordei bem cansada, com a sensação de ter caminhado um noite inteira. Só me lembro que estava escuro. Escuro e frio. Eram de fato as unicas coisas que sentia naquele momento. Uma imagem que me leva até a um porão de um tio distante. Tem uma festa na casa, uma festa na qual não notam minha ausência, pra variar. Então nessas horas, até que um porão escuro e frio não é tão ruim assim né? Afinal, tá tudo um silêncio profundo lá em baixo, longe de musica, primos correndo pela casa, muitas conversas paralelas entre pessoas que não se veem a um tempão, elas sentem saudades um dos outros, eu não. É, minha noite de sono parece fazer sentido agora, era realmente frio, escuro e quieto. Agora eu entendo quando as pessoas dizem que sintomas nunca mentem.

Débora Ranieri-